Pastora Juliana Sales sabia que o marido queria usar a tragédia dos filhos para promover a Igreja, confira:

No dia 21 de abril, as crianças Kauã (6) e Joaquim (3) morreram carbonizados dentro da própria casa, na cidade de Linhares. O pastor Georgeval Alves, marido da pastora Juliana, foi acusado de abusar, agredir e queimar as crianças enquanto elas estavam vivas.

A esposa e o filho bebê, não estavam em casa na hora do crime. Porém a decisão que determinou a prisão de Juliana Sales, foi que a mãe das crianças tinha o conhecimento dos abusos sofridos pelos filhos. E que marido tinha planos de usar a morte dos filhos como forma de ganhar notoriedade. O advogado da pastora não se manifestou.

Determinada pelo Juiz André Dadalto da 1ª Vara Criminal de Linhares, Juliana sabia do desvio de caráter de Georgeval e apoiava os planos dele de se promover na igreja. Para o Ministério Público, o casal planejou matar os próprios filhos.

“O pastor George, em parceria com a pastora Juliana, buscava uma ascensão religiosa e o aumento expressivo de arrecadação de valores por fiéis e, para esta finalidade, ceifou a vida dos menores Kauã e Joaquim para se utilizar da tragédia em seu favor”, diz a decisão.

George tratava os filhos e o enteado de forma diferenciada, e Juliana sempre esteve ciente disso. A decisão declarou também que George deixava faltar alimentos, medicamentos e atendimento médico. Juliana também estava ciente do comportamento sexual do pastor, na perícia feita nos celulares, a mulher dizia ter ‘nojo’ e o pastor dizia se sentir ‘imundo’ e um ‘lixo’ por seus comportamentos.

Em outra mensagem enviada para a mãe da pastora, ela dizia que dormiu bem após a morte das crianças e em outra ela afirma também que: “não sei se vou conseguir ser forte até o final”.

Também revelaram que Kauã e Joaquim relataram na escola os abusos que sofreram. De acordo com o depoimento dos professores, Kauã se desesperava e chorava muito, e dizia não poder contar motivo. Joaquim também relatou que sofria abusos. Os pais quando foram chamado na direção da escola, afirmaram que os abusos não aconteciam em ambiente familiar e que era culpa de outra criança, de 5 anos. A decisão relatou também que que George e Juliana não tomaram atitude alguma após Kauã ter “sofrido maldade por parte de dois caras na piscina”.

A decisão da Justiça trouxe varias revelações, e mais uma delas é que, após a morte das crianças, os pais estiveram na casa e retiraram vários objetos do quarto dos filhos, como lençóis e roupas de cama.